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Ransomware no Brasil: panorama de ataques e estratégias de defesa

Time de Inteligência safe-e
Cyber Threat Intelligence
Panorama dos grupos ativos no país, setores mais visados e as defesas que efetivamente reduzem o impacto.
O Brasil entrou em 2026 na lista dos dez países mais atingidos por ransomware no mundo, concentrando cerca de 2% das vítimas globais no primeiro trimestre. O número é pequeno em proporção e grande em consequência.
Um mercado que se consolidou e cresceu ao mesmo tempo
Duas tendências aparentemente contraditórias marcam o ano. De um lado, concentração: os dez maiores grupos responderam por 71% de todas as vítimas globais, sinal de operações mais estruturadas e capazes de escala. De outro, fragmentação: o número de grupos ativos chegou a 93 no segundo trimestre de 2026, o maior patamar já registrado.
A leitura conjunta é desconfortável. Existem poucos operadores muito eficientes e uma cauda longa de grupos menores testando alvos que antes não valiam o esforço.
Quem está atacando o Brasil
Entre os grupos com atuação registrada no país aparecem LockBit, The Gentlemen, Krybit, Spacebears, APT73 e Coinbase Cartel. O LockBit, mesmo depois das operações policiais internacionais que desmontaram parte de sua infraestrutura, voltou a ampliar presença fora do mercado norte-americano — Brasil, Itália e Turquia entre os destinos.
Setores mais visados
Governo, serviços financeiros e educação lideram no país. Indústria, manufatura, saúde e serviços empresariais seguem entre os mais impactados, por uma razão simples: alta dependência operacional. Onde a parada de produção custa caro por hora, a extorsão tem mais poder de barganha.
O que reduz risco de verdade
Autenticação multifator em todo acesso remoto, sem exceção para fornecedores.
Correção priorizada de ativos de borda — é por ali que a maioria das intrusões começa.
Backups isolados da rede de produção e restauração testada, não apenas agendada.
Segmentação que impeça uma credencial de escritório de alcançar o ambiente industrial.
Monitoramento com capacidade de resposta em horas: entre o acesso inicial e a criptografia, a média ainda se conta em dias.


